..Romance, aventuras e barulho..
















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Domingo, Fevereiro 25, 2007



MÁRCIO CHAPA FORA DO VERBASE!!!

Após 12 anos de luta, comunicamos que o baixista Márcio Chapa está oficialmente fora do Verbase. O motivo foram os constantes desencontros de agenda e incompatibilidade de interesses.
Por isso estamos com os shows suspensos no momento, mas já preparamos o novo material para o terceiro disco e em breve apresentaremos o novo membro.
Desejamos boa sorte ao Chapa em sua nova carreira de Engenheiro Elétrico e agradecemos a força e a alegria que ele sempre nos transmitiu.

Ah, mas antes de sair, Márcio Chapa estrelou o clipe da música "Carreira", gravada em parceria com o Stellabella. Confira o clipe essa semana no You Tube.
E em breve, prosseguiremos no projeto do DVD com todos os clipes do disco "Distorção, sonhos e delírios", além de um documentário que conta a história da banda.


Já está no ar o clipe novo do Verbase!!!
Acesse http://www.youtube.com/watch?v=M5M-SCbuI28 e confira o clipe da música "O fim", que contém imagens da banda e cenas que seriam utilizadas num filme gravado em Ubá/MG, na década de 70.

VERBASE REVISTA BIZZ!!!
Edição número 209, página 68 - Os melhores 30 minutos do mês: O medo de se perder - Verbase: O Nirvana de Bleach encontra o britpop do The Charlatans.

Veja como foram as gravações no link abaixo...
http://www.youtube.com/profile?user=verbase

Distorção, sonhos e delírios eleito MELHOR DISCO DE ROCK DE 2006 pelo site London Burning.
Muito obrigado a todos que votaram!!!


Participe da comunidade do Orkut
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=428236

Ouça e baixe as músicas:
http://www.myspace.com/verbase
http://www.tramavirtual.com/verbase

Postado por Anderson Badaró
11:21 AM

Terça-feira, Setembro 19, 2006

Entrevista que saiu no site http://www.rockpress.com.br

O Verbase proclama ser um grupo de power pop. O que seria isso? Parece-me que o que eles tocam é rock. Algo muito parecido com rock. Um trio. Um dos melhores trios do Brasil. Energia transbordando pelas beirinhas do palco, pelas frestas dos captadores. Lançando o mais novo disco, Distorção, Sonhos e Delírios, a Rock Press conversou com Anderson Badaró, guitarrista e vocalista do grupo mineiro.
Por Leonardo Panço



Vocês acabaram de lançar um CD novo pelo seu próprio selo, Ubarulho Records e pela midsummer madness. Quais os motivos de não lançar novamente pela Tamborete ( não por acaso minha própria gravadora)?

Pra gente foi muito legal ter lançado o primeiro disco pela Tamborete, um selo que admiramos e respeitamos. Mas queremos experimentar outras alternativas e o midsummer madness também é muito legal. Na verdade, o lance dos selos hoje em dia não faz muita diferença, tudo depende 95% do trabalho das bandas... Seria bem legal se os selos tivessem grana pra investir, mas isso só pode acontecer se venderem bem, mas não vão vender bem se não investirem... por aí vai... Nosso terceiro disco provavelmente sairá pela Sub Pop. Depois que o Cansei de Ser Sexy assinou com eles, qualquer um.....


Esse disco foi produzido por você, pelo Zé Felipe (Zumbi do Mato) e pelo Fábio Brasil, dos Detonautas. Qual a participação e a influência de cada um dos três produtores no disco já que sei que vocês três são bem diferentes um do outro?

Somos bem diferentes mas nos entendemos bem, falamos a mesma língua e nos admiramos mutuamente, acho isso o bastante pro trabalho render. Na verdade a produção do disco é minha, o Zé era o técnico, mas ele é muito inteligente e conhece muito de música, aí fica bem fácil atingir a sonoridade desejada. O Fábio é responsável por deixar o som maior, mais com cara de bem produzido, apesar dele ter sido mais um conselheiro e ter emprestado o estúdio "Mobília", aliás esse fato foi essencial pro resultado ter sido tão bom. O Fábio sabe exatamente traduzir pra linguagem técnica algumas viagens e conceitos que desenvolvo, ajuda muito. E ele tem um ouvido foda, tipo pra aumentar a guitarra, deixar a batera maior... som grandão... o Fábio é "O" cara!



Vocês já abriram pro CPM22 e pro Detonautas várias vezes. Você acha que as pessoas chegam em casa e procuram saber que banda era aquela que elas acabaram de ver? Ou, na pior das hipóteses, já valeu a pena pelo astral, por tocar com bom equipamento e com vários humanos vendo?

Sempre vale a pena, em todos os sentidos. O som é foda, a experiência foi muito boa e o público nos recebeu bem em todos os shows. Entenderam o som e apoiaram. E o melhor, muitos deles viraram fãs, compram discos, camisetas, entram na comunidade, deixam recados no fotolog e até mesmo muitos viraram nossos amigos. Se a gente pudesse, faria isso sempre e somos muito gratos às bandas que nos deram essa oportunidade.


Esse é seu segundo disco. Quais seriam as diferenças entre os dois? Existem diferenças?


Sim, o primeiro é um disco de 2002 e é bem mais pop, foi feito pra atingir um público maior, meio jovem guarda e é um disco até mesmo ingênuo. Gosto dele, tem boas músicas ali, mas se eu fizesse hoje, talvez daria uma sujadinha a mais... Mas acho um disco foda, tem músicas como ¿Deixa Ser¿, ¿Quando O Amor Se Vai¿ e ¿Pra Te Fazer Feliz¿, que são hits certeiros. Um pequeno jabá e estaríamos ricos com essas canções (risos). Já o segundo, Distorção, Sonhos e Delírios, é tudo o que sempre quis fazer, diria que é a verdadeira cara do Verbase. Um disco simples, direto, melódico e interessante. Ficamos muito felizes com o resultado.



Vocês são um trio e ao vivo é muita energia. Quando você ouve seu próprio disco, você sente que essa força está lá?

Com certeza, principalmente o segundo. Ficou do jeito que sonhamos, tá melódico e porrada. Arranjos criativos. Eu sempre digo que conseguimos o som certo porque parece que o cara tá dentro da garagem com a gente...


Você compôs todas as músicas desse disco, fez o clipe sozinho, fez a capa, toda a arte que envolve o álbum. É como se fosse um trabalho solo seu?

Não, porque preciso da energia da companhia desses caras pra atingir esse resultado e eles sempre são consultados. O mais legal é que geralmente confiam no que faço e acho bem natural eu criar o conceito e fazer capa, arte, clipe... Se sei fazer, por que não fazer? Gostamos muito do resultado e no geral a galera tá curtindo também, mas isso não é regra. Se tiver alguém com uma boa idéia pro terceiro disco usaremos com certeza, assim como se o Chapa compuser uma música legal ou o Fabinho quiser fazer um clipe. Tá tudo em casa...


Como anda o lançamento do disco? Teve algum show especial, festa?

Tá melhor do que a maioria das bandas mas tá menor do que poderia ser porque não temos grana pra viajar mais e não dá pra chegar em todos os lugares. Mas tivemos resenhas ótimas, saímos em grandes jornais, fomos pra Bahia, lotamos algumas casas aqui em Minas, fizemos bons shows no Rio e queremos dar um gás maior agora no segundo semestre... Não temos pressa, mas não perdemos tempo...


Você acha que o formato CD acabou? A juventude compra cada vez menos e baixa mais. Qual é o futuro?


Que bom que hoje em dia dá pra baixar. Estou bem feliz, já baixei mais de dez mil discos, completei a coleção dos meus sonhos. Pra gente que é fã de música e cultura pop em geral é uma maravilha. Isso é ruim pra gravadoras. E daí? Foda-se. Desisti de teorias sobre futuro da música. Gosto de música. De tocar, de criar. Se vai vender ou se as gravadoras vão quebrar, não é problema meu, sempre fui underground... Não sobrevivo do lucro disso, quero é me divertir e viver o rock.





Quem quiser saber mais sobre o disco, influências, comprar o álbum, camisetas, ver o clipe, o que faz na vida, entra no site da Tamborete ou da midsummer madness. Além de http://www.fotolog.net/verbase , www.tamborete.com.br e www.myspace.com

Postado por Anderson Badaró
9:13 PM

Quinta-feira, Maio 18, 2006

Saiu no blog do Midsummer Madness

Teatro Odisséia, 16 de maio de 2006
Noite de terça-feira, chuvosa e fria pros padrões cariocas. Se o público local já é temperamental nos dias mais quentes, aquela noite prometia enfiá-los debaixo das cobertas para no dia seguinte acordar cheios de disposição, sentar no computador e reclamar em blogs e listas que a cidade maravilhosa é um túmulo do rock, que nada acontece, blá-blá-blá.

Os poucos mais de 100 presentes entretanto, banquetearam-se com shows de Supercordas, Verbase, Jess Saes e Luisa Mandou Um Beijo. Vale ressaltar que o único representante "oficial" da imprensa era Pedro Omar do site SenhorF. O resto da galera estava no Prêmio Multishow...pfffff ! Não é por acaso que ezines batem os grandes jornais e revistas (Globo, JB, Bizz) há alguns anos no quesito informação relevante.
O show começou com um atraso não previsto de 1h. Tudo por conta do tal assalto com reféns que aconteceu na Lapa na mesma noite. Trânsito parado, pessoas atrasadas. Supercordas subiu ao palco com set reduzido, antes exibiram o clipe. Tocaram músicas que eu conheço, da época de "Pior das Alergias" e "Da Órbita de um Sugador", e algumas novas. Arrancaram elogios de todos.

Verbase veio em seguida. É impressionante o quanto Anderson e cia. são safos. Nunca passam som, sempre chegam na hora combinada, sobem no palco e tocam com extrema competência! O clipe de "Quando ela chegar" foi exibido antes do show e em breve estará na MTV. No meio do set, uma surpresa"She bangs the drums" do Stone Roses. Ao contrário de uma dezena de bandas indies que acham que tocar um hit de uma banda super conhecida não é cool o suficiente, o Verbase acertou na mão e, mesmo sendo um trio, executou com perfeição o clássico. Pra terminar, um pedacinho de Slayer, só pra lembrar o Algumas Pessoas de 2005...

Postado por Anderson Badaró
1:27 PM

Quarta-feira, Janeiro 11, 2006

Resenha do site Powerpop Station

Verbase ¿ Ubá/MG
Destacado trio de rock alternativo dos anos 90, o Bughouse percebeu o que limitou o alcance e a margem de manobra de várias bandas da década passada: as letras em inglês. Mudança de rumo traçada, assumiram as letras em português agora sob o nome Verbase. Anderson Badaró (guitarra e voz), Márcio Chapa (baixo) e Fábio Gomes (bateria), juntaram suas influências musicais retrô para produzir um vigoroso pop espelhado em Beatles, Byrds e Big Star. A resposta veio com a aproximação do público e a abertura de shows de medalhões do mainstream como CPM 22, Detonautas e Los Hermanos.
O primeiro álbum A Felicidade Que Se Espera, lançado em 2002 pela Tamborete, reforçou o movimento espontâneo que risca o país, de roqueiros interessados mais em melodia, menos em barulho. Ao leque de referências, agregam bandas contemporâneas como Teenage Fanclub e Lemonheads, e temas que remetem ao romantismo da Jovem Guarda. Em ¿A Felicidade...¿, se por vezes esbarram na herança musical de Velvet Underground e Television, por outro revivem com empolgação os melhores momentos do power pop clássico.
Saindo do forno, o segundo trabalho dos mineiros Distorção, Sonhos e Delírios, traz um Verbase diferente, fazendo troca de qualidades em relação ao disco anterior: menos melódico, mais vigoroso, menos ingênuo, mais intenso, menos pop, mais rock. Também salta aos ouvidos a melhor produção das faixas e a influência moderno-retrô de Oasis e Strokes.

Postado por Anderson Badaró
11:40 PM

Quinta-feira, Outubro 06, 2005

Resenha que saiu no site www.dropmusic.com.br

Se você já conhece o Verbase, sabe que os caras são fãs de carteirinha de Evan Dando e o Lemonheads. Então, essa visão ainda é válida, mas não totalmente real. O novo disco dos mineiros, o tal disco ´malvado´ da banda, é um mix de Oasis, Franz Ferdinand e toda essa turma nova, mais Cure, Weezer, anos 60, anos 90 e até um pouquinho de hard rock, ah, não se esqueça da banda de Evan Dando. Uma salada estranha? De jeito nenhum.

Mas por que malvado? Como o próprio nome do álbum: Distorção, Sonhos e Delírios, é carregado nas distorções, com mais ´sujeira´ que o álbum anterior, mas sem esquecer daquela pegada pop e despretenciosa que aparecia no disco de estréia, vide Na Estrada, o sol..., com um arranjo grudento e
lembrando Jesus and Mary Chain, na fase menos distorcida. O engraçado é que, de acordo com uma entrevista feita pela banda, uma parte das canções deste novo disco, foi escrita antes mesmo do lançamento do álbum de estréia. Mas será que a cara real do Verbase é essa? Não acho, os dois álbuns se complementam. E, como o próprio Anderson Badaró, vocalista da banda disse, fazem parte de uma trilogia, sendo que a última parte será um álbum psicodélico. Perfeito!

É interessante notar como as influências, quando bem usadas, fazem a diferença. O comecinho de Amanda, com guitarras tiradas do hard rock, encaixa-se perfeitamente no indie rock que a canção se transforma. Ou seja, a mistura entre sons estranhos entre si funciona. Assim como funcionam as investidas no tal novo rock, com pitadas de Strokes e Franz Ferdinand, em canções como Carreira e Dias que Virão. Não é possível encontrar um único senão no novo disco do Verbase, ou melhor, tem um sim, o vocal um tanto ´ardido´ em Em Nome De Quem e Acreditando na Canção. Mas posso estar sendo muito chato em colocar isso como ´problemático´.

Se tirarmos a pegada mais forte das guitarras, encontramos o mesmo Verbase de sempre, por trás da ótima barreira de som criada pela banda. Canções como Dias que Virão, O Medo de Se Perder, Eu Mesmo e mais uma penca de canções, já estão entre as audições diárias obrigatórias para que o dia comece bem.

Você consegue baixar O Fim, Na Estrada, o Sol... e Quando Ela Chegar.

Álbum: Verbase - Distorção, Sonhos e Delírios
Selo: Independente
Ano: 2005

Por Valdir Antonelli


Postado por Anderson Badaró
7:17 PM

Sexta-feira, Setembro 30, 2005



Verbase é o novo single de Senhor F Virtual

* Fernando Rosa
Algum tempo atrás, em entrevista para Senhor F, Anderson Badaró disse que a banda queria fazer uma trilogia. Um primeiro disco inocente, o segundo, malvado e o terceiro, psicodélico. O primeiro - ¿A felicidade que se espera¿, lançado em 2002, cumpriu com o plano da banda. Agora, então, chegou a vez do disco ¿malvado¿, que o trio deve entregar ao público dentro de um mês.

Em nova edição, Senhor F Virtual antecipa três belas canções do novo álbum, que mostram uma banda madura, criativa e, principalmente, fiel à sua sonoridade original. ¿É um disco muito honesto. Simples, sujinho, mas honesto. Queria fazer um disco em que ao ouví-lo o cara se sentisse dentro da garagem com a gente e isso inclui distorções e imperfeições, tem mais a ver com nossa vocação¿, diz Badaró.

Natural de Ubá, no interior de Minas Gerais, Verbase é formada por Márcio Chapa (baixo), Fábio Gomes (bateria) e Anderson Badaró (guitarra e voz). O novo disco vai se chamar 'Distorção, Sonhos E Delírios', e foi gravado em parte no estúdio BPM, em Copacabana, e também no estúdio Mobília, de Fábio Brasil, do Detonautas. A previsão de lançamento, segundo Badaró, é para este final de ano.

Leia abaixo, entrevista com Anderson Badaró.

Senhor F - O single de Senhor F Virtual traz três músicas, as três antecipam o novo disco?

Anderson Badaró - Pois é, são três músicas que conseguem transmitir bem nossa intenção, nossa vontade de fazer rock simples, verdadeiro e envolvido em conceitos que consideramos muito importantes para nossas vidas, que norteiam a forma como vemos a música de forma geral. Acho que dá pra sentir um pouco a energia que envolve esse novo disco, a forma como nossas influências foram absorvidas.

Senhor F - Qual a previsão de lançamento?

Anderson Badaró - Acho que daqui há uns trinta dias já ta nas lojas, estamos só acertando alguns detalhes e vendo a possibilidade de ser lançado por um selo bacana, enquanto isso, acho que esse single virtual é um ótimo começo de trabalho e pra gente é uma honra enorme poder estar no Senhor F, um site que respeitamos e que sempre nos apresentou tantas bandas legais. É muito bom poder estar trabalhando com quem admiramos, até mesmo porque estamos nessa muito mais como fãs. Não somos músicos profissionais, tocamos de ouvido, tocamos de alma e curtimos mesmo são os conceitos, os discos, os shows, os climas, as lendas, a estrada... Acho que todos poderão sentir isso no som... É um disco meio beatnik, meio despreendido, rock estradeiro, sonhador.

Senhor F - Onde foi gravado o disco? Quem produziu, a própria banda?

Anderson Badaró - Gravamos as baterias e mixamos no estúdio BPM no Rio de Janeiro, onde já havíamos trabalhado no primeiro disco (¿A felicidade que se espera¿/2002). Mas a maior parte das gravações fizemos no estúdio Mobília, que fica na casa do Fábio Brasil. Foi muito legal, pois tivemos total liberdade de escolher os timbres com calma, buscar o som certo, o clima certo, aliás, clima é a palavra chave nesse disco, conseguimos criar um ambiente muito legal de trabalho e ficamos muito satisfeitos com o resultado. Eu mesmo produzi o disco e o técnico de estúdio foi o Zé Felipe do Zumbi do Mato. Foi legal poder trabalhar com um pouco mais de tempo, porque nem sempre é fácil explicar um conceito de som, um timbre ou uma idéia de arranjo. Inclusive tive que conversar muito, discutir bastante porque usamos umas distorções nesse disco e os caras ficavam com medo do resultado, mas eu já tinha tudo na minha cabeça e sabia exatamente o som que tiraria desse disco. Acho que muitas bandas atuais estão obcecadas com a possibilidade de assinar contratos com majors e acabam moldando o som pra seguir padrões de rádio, isso acaba prejudicando a criatividade e a verdadeira alma que se deve trazer. Nós não nos preocupamos nem um minuto com resultados comerciais, mas sim artísticos, conceituais. É um disco muito honesto. Simples, sujinho, mas honesto. Queria fazer um disco em que ao ouví-lo o cara se sentisse dentro da garagem com a gente e isso inclui distorções e imperfeições, tem mais a ver com nossa vocação.

Senhor F - Como vocês estão vendo este novo disco em relação ao trabalho anterior? O que mudou, evoluiu etc na carreira de vocês nesse período? Mais experiência, novas influências?

Anderson Badaró - Ficamos muito felizes por termos feito um disco exatamente do jeito que sonhávamos. É o som de guitarra que eu queria, o som de batera, o baixo, os arranjos, enfim é um disco nosso. Não sei se é bom ou ruim, mas sei que é nosso som. Tem muita alma nessas músicas, muita entrega, é um disco muito mais próximo do que fazemos nos shows. Eu adoro o ¿Felicidade que se espera¿, mas é um disco meio inocente, ele era inocente de propósito, mas acho que muita gente não entendeu o contexto "powerpop" que queríamos atingir e nos jogaram numa certa vala comum de bandas aspirantes a "próxima-sensação-do-seriado-malhação", que definitivamente não tem nada a ver com nossa história. Estamos nessa pela música, pelo som, pela estrada, pelos amigos. Acho que evoluímos a ponto de saber tirar um som melhor no estúdio, sem ter que ficar ouvindo muitas opiniões, porque tem muita gente que quer ajudar, mas só a gente sabe o que quer, cada um interpreta de um jeito e não da pra ser muito gentil com produção porque um timbre equivocado fode com sua idéia. Então acho que a maior evolução nossa foi a de saber lidar com essa situação, de saber falar "Não, obrigado!". Escolher o som que mais nos agradava e isso só foi possível porque trabalhamos com pessoas maravilhosas, que nos entenderam e nos incentivaram.

Senhor F - Como vai se chamar o disco? Quantas músicas ele vai trazer? Alguma participação especial?

Anderson Badaró - O disco se chama ¿Distorção, sonhos e delírios¿. Terá treze músicas e tem a participação especial de André Pintoboy do Stellabella cantando a música ¿Carreira¿ junto comigo. Chamamos o Pinto porque essa música pedia um vocal meio angustiado/revoltado que ele faz muito bem. Ficou foda, além de ser uma honra ter um cara tão bacana no nosso disquinho. Bem, e agora vamos começar os shows, queremos tocar muito. Ano passado fizemos muitos shows queremos retomar esse pique e levar esse disquinho a todos os lugares possíveis, gostamos mesmo é da estrada, sempre fazendo amigos, conhecendo novos lugares e vivendo intensamente cada momento. Vocês vão perceber isso no nosso som.



* Fernando Rosa é editor de Senhor F.


Postado por Anderson Badaró
12:17 AM

Segunda-feira, Setembro 26, 2005


Single da Verbase, de Ubá (MG) é o novo lançamento de Senhor F Virtual

Nesta sexta-feira, entra na rede o novo lançamento de Senhor F Virtual. Desta vez, o destaque é a banda Verbase, de Ubá, no interior de Minas Gerais. O single traz três belas canções - 'O Fim', 'Na Estrada, o Sol' e 'Quando Ela Chegar' - no melhor estilo pop & power pop. As três músicas antecipam o álbum da banda, o seu segundo, previsto para sair até o final do ano. Com grande qualidade autoral e instrumental, e esmerada produção, as canções tem um forte apelo radiofônico. Aguardem mais informações e confiram! (Flávio Ohno)

Postado por Anderson Badaró
10:21 PM

Sábado, Julho 09, 2005

Verbase e Noitibó ¿ São João Del Rei 01/07/05
Tocar em São João Del Rei é sempre sinônimo de alegria e diversão. Afinal, a cidade é foda, rola uma energia fantástica e o melhor é que ficamos na casa do Chapa, ou seja, risos, risos e mais risos.

Esse show em especial foi bem bacana, mais uma vez dividimos o palco com nossos amigos niteroienses do Noitibó. Foi legal que assim que chegamos na cidade encontramos com os três sentadinhos numa daquelas pontes onde eram negociados os escravos, curtindo aquele friozinho gostoso...

O Alex logo veio me dizer que o cara do bar (São Jorge) pediu pra tocar bem levinho, porque o público poderia estranhar e disse que o cara queria também que as bandas tocassem covers. Rimos um pouco e fomos conhecer o São Jorge, um espaço muito bacana, com discos de vinil pela parede e uma decoração meio rústica, achei foda!

Enquanto rolava uns clipes num telão, o Noitibó já ia se ajeitando pra começar o show. Emprestei minha guitarra pro Alex e fiquei feliz em poder ouvi-la soar tão bem...
O show do Noitibó foi impecável, com as músicas muito bem executadas, apesar do fato deles estarem um pouco nervosos por causa das recomendações do dono da casa...

Mas foi muito legal e o público curtiu bastante, aliás eles queriam até que o Noitibó tocasse mais.

Após um breve intervalo, subimos no palco e fizemos um dos shows mais alucinados dos últimos anos, com direito a vários covers, que iam de Blitz a Stooges, passando por Plebe Rude e Stone Roses, além é claro de nossas músicas. O melhor estava pro final, com direito a subida no bumbo da bateria, tombos, etc...

Enfim, diversão pura e o melhor é que o público aplaudia pra caralho. Parece que nunca viram uma performance tão alucinada por lá.. Eu disse pro Sidney do Noitibó, bem, se o cara quer covers, vamos fazer os covers, porém do nosso jeito..

No final o dono da casa veio nos cumprimentar e até rolou uma ajuda de custo extra. Maravilha. No dia seguinte aproveitamos pra fazer turismo e ficar viajando naquelas ruas cheias de casas antigas maravilhosas... Nunca me canso daquela cidade. Queremos muito fazer um clipe por lá, quem sabe...

Postado por Anderson Badaró
2:55 AM

Sexta-feira, Junho 24, 2005

Verbase, Martiataka e Cachorro Grande
Cultural Bar ¿ Juiz de Fora 16/06/05

Não posso começar esse texto sem antes lembrar, Cachorro Grande é muito foda!
Sou fã da banda desde o dia em que vi uma resenha no SenhorF e corri atrás do som. Assim que ouvi Sexperienced soube que tinha encontrado ¿A¿ banda!!!
Não é preciso dizer que foi uma grande honra poder dividir o palco com nossos ídolos, mas confesso que não foi fácil...
Assim que soube que eles tocariam em Juiz de Fora, começamos nossa campanha para poder tocar no mesmo dia e aproveito para agradecer aos amigos que deram uma força, com e-mails e solicitações junto a galera do Bloco. Adilson, Fusaro, Del...

Mas vamos ao show.
A escalação estava programada de uma forma que iria nos beneficiar bastante, afinal, seria Martiataka, a gente e o Cachorro Grande fechando a noite. Mas, por incrível que pareça, senti que as coisas não podiam estar tão perfeitas e previ durante a viagem, dizendo pro Fabinho que alguma coisa estava me dizendo que seíamos a última banda...

Não deu outra! Problemas com a mudança de som entre as bandas fizeram com que a ordem fosse toda invertida. Assim, tocou o Cachorro Grande antes, Martiataka e nós.
A estrada vai ensinando e o principal, sabemos que podemos relaxar e deixar a coisa rolar que no final sempre dá certo. E deu!!!

O show do Cachorro Grande foi impecável. As músicas novas funcionaram muito bem ao vivo e o público de Juiz de Fora mostrou que curte mesmo a banda, lotando o Cultural e cantando todas as músicas a plenos pulmões. Lembrei do primeiro show que eles fizeram no Rio, numa Nautillus semi-vazia e me sinto honrado de ter assistido àquele show e peguei a baqueta como recordação, pois sabia que aquela era uma data histórica. Depois disso assisti a vários shows da banda e estava realmente feliz em pisar no mesmo palco dos caras em JF.

O Martiataka mostrou o que todos já sabem. Eles são os reis da área e fizeram uma apresentação muito afiada. Puxa vida, como as músicas estão soando bem ao vivo!!!
E a presença dos caras também é foda. Todos tocam bem e são supersimpáticos. A galera cantou em coro os hits que fazem parte do recém-lançado disco de estréia ¿Rockae Roll Combustível¿.

Após o show do Cachorro Grande falei pro Beto Bruno que a gente seria a última banda e que seria uma pena porque queria que ele assistisse ao show. Ele falou: ¿Ihh, fica tranquilo que a gente vai ficar até tu tocar!!¿ Foda!

E o mais legal é que não só eles ficaram, como toda a galera do Martiataka e uma parcela considerável do público. Por se tratar de uma quinta-feira, quase três da matina...
Foi realmente inacreditável ver tanta gente assistindo ao nosso show e foi muito legal tocar após mais de um mês de molho... Estamos ansiosos pra terminar logo o disco e cair na estrada e esse show serviu pra dar uma animada na galera. Fizemos nosso set habitual, com destaque pras músicas do segundo disco e ficamos superfelizes com a receptividade da galera.

Após o show, Beto Bruno e Gabriel Azambuja vieram nos cumprimentar e achei foda a atitude deles, nos incentivando e dizendo coisas como ¿porra! Há tempos não vejo um show foda assim!¿ ou ¿A gente ta fazendo show direto e é muito difícil ver uma banda igual a vocês. Vocês colocam alma no lance!¿. Cara, dizer o que? Ser elogiado por pessoas que a gente admira é muito bom! O legal é que trocando uma idéia, percebemos que temos muitas influências em comum. Esse dia foi pra série ¿coisas que só o rock pode proporcionar!¿

Estamos felizes e temos que agradecer e parabenizar a galera do bloco pelo evento foda!!!
Desculpe alguma coisa e muito obrigado pela oportunidade. Vocês estão fazendo uma revolução em JF.
Também agradecemos ao Martiataka, nossos irmãos de sempre que nos deram toda a força e ao Cachorro Grande pelo belo show pelos bons papos e pelo incentivo!
É o rock!!!

Postado por Anderson Badaró
12:20 AM

Domingo, Maio 29, 2005


Mineira Verbase conclui gravação de seu disco 'malvado'

* Fernando Rosa
"Queremos fazer uma trilogia, sendo o primeiro disco inocente, o segundo, malvado e o terceiro, psicodélico", diz o guitarrista e vocalista da banda mineira Verbase, em entrevista para Senhor F. Em fase de conclusão das gravações, ele diz que o novo - e segundo disco - vai trazer treze músicas "numa sonoridade que remete ao 'Hotter Than Hell', do Kiss, o 'Definitive Maybe', do Oasis, e o 'Is This It', dos Strokes, com pitadas de Cure e Lemonheads.

"Não queremos tocar apenas para o 'seleto-grupo-dos-indies-supercools-com-visual-de-última-geração'", diz também Badaró, apontando para a disposição de buscar espaços além das fronteiras da cena independente. "Ainda vejo no rock muito preconceito rolando, acho isso engraçado. Inclusive, temos um programa de música bem legal aqui em Minas, mas o apresentador começa sempre dizendo - 'Chegou a hora da boa música'. Acho esse tipo de atitude uma besteira. Cada um ouve o que quer", diz.

Natural de Ubá, no interior de Minas Gerais, Verbase é formada por Márcio Chapa (baixo), Fábio Gomes (bateria) e Anderson Badaró (guitarra e voz). O novo disco vai se chamar 'Distorção, Sonhos E Delírios', e foi gravado em parte no estúdio BPM, em Copacabana, e também no estúdio Mobília, de Fábio Brasil, do Detonautas. A previsão de lançamento, segundo Badaró, é para meados do ano.

A entrevista

Senhor F - Vocês estão concluindo o novo disco? Em que fase da produção se encontra? Onde foi gravado, em que estúdio? Quem produziu?

Anderson Badaró - O disco novo está praticamente pronto. Na próxima semana irei ao Rio apenas para masterizar e acertar uns mínimos detalhes. Ele foi todo gravado no Rio de Janeiro, desde o final do ano passado. Gravamos parte no estúdio BPM, em Copacabana, e trabalhamos também no estúdio Mobília, que fica na casa do Fábio Brasil, do Detonautas. O Fábio foi uma espécie de consultor técnico, que me ajudou a colocar em prática algumas idéias que eu tinha de timbres e arranjos. E, principalmente, ele foi o cara que soube me dizer as palavras certas para que cada vez mais eu me sentisse confiante pra fazer o disco do meu jeito. Essa ajuda foi fundamental, principalmente por causa do clima bom que rolava nas gravações na casa dele, acho que esse astral pode ser sentido no disco. Eu produzi o disco, escolhi os timbres, criei o conceito e o Zé Felipe (Zumbi do Mato) foi o técnico de estúdio. Nós já havíamos trabalhado com o Zé em uma demo em 2001 e também na gravação de nosso primeiro disco ('A Felicidade Que Se Espera'). Ficamos muito satisfeitos com o som que conseguimos tirar no disco. Ficou rock.

Senhor F - O disco segue a orientação power pop do primeiro, ou tem alguma mudança? Quantas músicas terá o disco? Por qual selo será lançado? Já tem nome definido? Previsão de lançamento?

Anderson Badaró - O novo disco vai se chamar 'Distorção, Sonhos E Delírios' e é interessante porque esse disco possui várias músicas mais antigas, compostas antes mesmo do primeiro. Acho que é um trabalho que representa melhor o que é o Verbase, o que é a banda ao vivo. No primeiro disco, a gente queria fazer um som meio sessentista, inocente e descompromissado. Gosto muito do resultado, mas não queríamos repetir a fórmula no segundo. Queremos sempre desenvolver outras sonoridades, mas sempre seguindo uma linha condutora, ou seja, você pode ouvir músicas pesadas nossas ou uma balada do primeiro disco e vai saber que tem algo de Verbase ali. Queremos fazer uma trilogia, sendo o primeiro disco inocente, o segundo, malvado e o terceiro, psicodélico. Serão treze músicas, numa sonoridade que remete ao 'Hotter Than Hell', do Kiss, o 'Def. Maybe', do Oasis, e o 'Is This It', dos Strokes, com pitadas de Cure e Lemonheads. Bem, na verdade essas são as principais influências, mas quem define mesmo é quem ouve e sente, ou não, certas influências. O que queremos mesmo é dar nossa impressão e externar a forma como recebemos os Stooges, Velvet Underground, Beatles, Big Star, New York Dolls, Television etc. Acho que o rock tem uma magia que transcende épocas e modismos, e quem consegue assimilar essa energia se diverte e consegue viver experiências maravilhosas. O conceito desse novo trabalho mostra um pouco isso, ou seja, um pequeno resumo de nossas vidas. A estrada, os sonhos, os delírios, nossas influências, nossos amigos, nossas frustrações, alegrias... Ainda não temos um selo definido, se não tivermos uma proposta bacana, vamos lançar independente mesmo.

Senhor F - Como é 'viver a cena' regional e mesmo nacional, desde o interior de Minas? Isso ajuda ou atrapalha, pela distância? Vocês têm tocado muito fora da cidade e de Minas?

Anderson Badaró - Acho que hoje em dia não existem mais distâncias. A internet facilitou a vida de todo mundo. Por viver esse mercado alternativo há mais de 15 anos, fico muito feliz ao ver o quanto o cenário brasileiro está rico. A cada dia surgem bandas muito legais. Está muito mais fácil colocar em prática as idéias de gravação, não é mais necessário ficar escrevendo centenas de cartas. O e-mail é uma verdadeira revolução na divulgação. Percebo que o fato de sermos mineiros só ajuda. Estamos isolados dos grandes centros e assim podemos concentrar nossas energias e desenvolver nossa música de maneira mais espontânea. Na verdade estamos sempre na estrada, isso também é saudável porque evita a acomodação e é sempre mais estimulante, conhecer lugares e pessoas por aí. Temos muita ligação à cena do Rio de Janeiro, até porque morei na cidade durante algum tempo e temos grandes amigos por lá. Queremos muito ir pro nordeste e voltar a Brasília e Goiânia.

Senhor F - O que vocês estão achando da cena independente e da cena rock em geral, neste momento? Alguma idéia pra mudar ou fazer as coisas andarem melhor?

Anderson Badaró - É ótimo poder dividir o palco e trocar idéias com tantas bandas legais. Acho que vivemos um ótimo momento, e pra gente é bem legal até porque não somos xiitas, já tocamos algumas vezes com bandas diferentes como Los Hermanos, Zumbi do Mato, CPM22, Detonautas, Elke Maravilha, Maurício Manieri, Jason ou seja, não temos preconceitos. Respeitamos as pessoas e queremos aprender sempre. Temos nossas convicções e sabemos qual é o nosso som, por isso levamos nossa bandeira a qualquer público que esteja disposto a nos ouvir. Não queremos tocar apenas para o 'seleto-grupo-dos-indies-supercools-com-visual-de-última-geração'. Ainda vejo no rock muito preconceito rolando, acho isso engraçado, inclusive, temos um programa de música bem legal aqui em Minas, mas o apresentador começa sempre dizendo, "Chegou a hora da boa música", "Música boa de verdade". Acho esse tipo de atitude uma besteira. Cada um ouve o que quer. Pra mim não existe música boa ou ruim. Existe música que gostamos ou não, e isso não quer dizer que seja boa ou ruim. Cada um ouve o que quer. E o próprio rock acaba se fechando dessa forma. Temos que aproveitar ao máximo as facilidades que temos hoje em dia e, no final, só vão conseguir se destacar os que trabalharem bastante e não se perderem em deslumbres e intrigas. Acho que o momento é ótimo para se divertir com o rock. É só relaxar e evitar deslumbres.


Postado por Anderson Badaró
12:17 PM

Terça-feira, Abril 05, 2005

Próximo show dia 28 de abril no Cultural Bar em Juiz de Fora.
Será dentro do projeto Quinta d'obloco.
Verbase, The Feitos e uma banda local...
Estamos segurando os shows para poder concentrar as atenções na finalização do disco...
Pra quem não conferiu no site da Minimal Devotion, leia aqui essa entrevista bacana que o Maurício Porão fez com a banda e não deixe de conferir o site

1} Mas então, o que significa Verbase? Por que o nome?
Não existe um significado específico. Inventei a palavra com uma sonoridade que me agradava. É fácil de falar, fácil de escrever, tem relação com nosso som que é simples e básico. Começamos como Bughouse no início da década de noventa. E em 1999 a gente tinha mudado o nome porque deixamos de cantar em inglês e no Verbase passamos para português. Dessa forma, seria o som básico e a força do verbo... Sei lá, cada um entende como quer... Acho engraçado quando acham que é um nome inglês e falam, ¿hey você é o cara do Verbêise¿.

2} Vcs se consideram uma banda mineira ou carioca? Poderiam explicar essa ponte rio - juiz de fora? qual cena vcs curtem mais?
Morei no Rio durante alguns anos e sempre tive muita simpatia pela cidade. Na verdade a gente é de Ubá. Não temos muita ligação com Juiz de Fora, pois lá não existe mercado independente. Quer dizer, agora que a galera do Bloco e do Martiataka tão dando uma mudada na situação, mas JF sempre foi terra de bandas covers e metal. Aliás, o metal de lá é muito bom. Teve uma fase em que existiam bandas ótimas como o Brother Rapp (que foi elogiada até pelo Jack Endino) e Deep Noise. Essas eram bandas muito boas de JF do início dos anos 90, mas na verdade essas bandas tinham em comum o Ciro Madd, esse sim, um dos caras mais talentosos que já encontrei. Aliás, ouçam o trabalho atual dele em .tramavirtual.com.br/ciromadd. Quanto a Ubá, estamos trabalhando muito e trazem do muitas bandas legais pra tocar aqui. Começamos a formar uma audiência muito especial. O público tem correspondido e os shows têm sido ótimos. Não nos prendemos a cenas, cidades ou locais. Nos prendemos aos amigos, às pessoas, emoções e às possibilidades que a música nos oferece, sejam elas culturais, espirituais, técnicas... Queremos viajar, conhecer pessoas, fazer amigos, divulgar nosso som, conhecer bandas e trocar idéias. Gostamos do Rio, morei muito tempo na cidade e temos grandes amigos lá, mas também temos muito orgulho de sermos do interior de Minas. Adoramos os paulistas e temos um grande sonho de viajar pro norte e nordeste, pois acho que lá é o principal celeiro de bandas legais do país. Goiânia é foda e em Brasília o povo é roqueiro pra caralho! A galera do sul é doida e tenho muita curiosidade pra conhecer mais o que rola no Mato Grosso e Mato Grosso do sul... Respeitamos todas as diferenças culturais e queremos aprender muito com todos sempre.

3} A temática romântica é uma constante nas letras do Verbase. Não acham um tema muito batido e nada rock n`roll? Por que insistem nesse tema?
Isso é relativo. Os Beatles cantavam o amor, Led Zeppelin, Oasis, Roberto Carlos, Ramones, Joy Division, The Cure... Enfim, acho que eles são rock, mas na verdade eu não sei o que é rock. Estilo musical? Estilo de vida? Jack Kerouac é roqueiro pra caralho mas só ouvia Jazz... Não me preocupo com esses rótulos. Faço música que vem da alma, não da cabeça. São minhas influências, minha arte, minha vida. A forma como vejo o mundo. A maioria das nossas letras são em metáforas e eu posso estar falando sobre meu pai, sobre drogas, sobre amigos, sobre frustração profissional e parecer que é uma simples letra de amor. Depende de quem ouve. Não tenho vergonha de falar que curto música romântica. Adoro jovem guarda, adoro música antiga. Aliás, acho até que é ma is lugar comum hoje em dia se vestir de preto e ser roqueiro tatuado, de ¿atitude¿ do que falar de sentimentos reais. Amor é eterno, já existia antes da gente nascer e vai continuar quando a gente se for. A forma como o interpretamos é que muda. Se você for analisar, tudo o que fazemos é por amor. Esse é o sentimento que nos move. Você faz foto por amor, a gente toca por amor, admiramos e respeitamos as pessoas por amor e até mesmo o cara mais ¿malvado¿ do metal, toca seu som por amor. Na verdade, canto no que acredito e no que acho que é bom. Se é batido, antiquado ou fora de moda, pra gente não vem ao caso. Hoje em dia tem muito artista que possui grande apuro técnico, mas pouca sensibilidade. A tecnologia facilitou muito, qualquer um pode tirar um som gordão, distorções de guitarra alucinantes e gritar desesperadamente, agora, pra me convencer mesmo, quero ver um cara pegar um violão e compor uma canção simples, de três minutos e conseguir colocar alma naquilo, emocionar, criar uma melodia bacana. Sou daqueles que estão sempre à procura de melodias bonitas, do som dos anjos, mas faço isso com distorção e tentando tocar com pressão. As pessoas precisam perder o preconceito contra música pop, música melódica. Isso também é arte, e não apenas bandas intelectualóides, tirando sons ininteligíveis, e com atitudes blasès. Não é preciso ser original, não é preciso ser único, é preciso ser bom. O que é original? Bach? Mozart? Miles Davis?

4} Ok! Citando meus ídolos principais, não há como não me convencer: vivas ao amor!!! Mas quais seriam as influências musicais diretas do Verbase? Como definiria o som?
Rock básico. Já rotularam a gente de muita coisa tipo guitar band, indie rock, brit pop brasileiro (risos), rock alternativo... Gosto de música dos anos sessenta, Beatles, Byrds, Kinks, rock inglês, Teenage Fanclub, Oasis, ... Rock alternativo americano, Lemonheads, Pixies, Hüsker Dü, Sonic Youth, Dinosaur JR... Mas a gente ouve muita coisa diferente. Slayer, Sarcófago, Mutilator, Motorhead, Odair José, Secos e Molhados, Jorge Ben.

5} Quanto tempo de banda? Sempre foi esta formação atual? Qual é a formação enfim?
Como Verbase, desde 1998. Antes éramos o Bughouse e tocamos desde 95 com essa formação. Anderson Badaró (guitarra e voz), Fábio Gomes (bateria) e Márcio Chapa (baixo).



6} E a relação com as bandas do Rio como o Stellabella, o PicNic e o Mutreta. Vcs são idolatrados por estas bandas não?
Idolatrados? Somos grandes amigos, estamos todos no mesmo barco e a gente se curte como músicos e como pessoas. Aprendemos muito com essa galera e torço muito por todos eles, e também pelo Zumbi do Mato, Noitibó, Lasciva Lula, Nelson & Os Gonçalves, Mop Top, Abaixo de Zero, Som da Rua, Carbona, Brilhantines, Eletrola, Martiataka, se for citar todo mundo vai faltar espaço. Tem muita banda boa rolando! Estamos nessa mais como fãs que artistas, com a vantagem de fazer shows e dividir o palco com nossos ídolos.

7} Por quais lugares o Verbase já esteve? Qual foi o show mais importante da carreira?
A gente é definitivamente uma banda de estrada. Isso se deve principalmente ao fato de virmos de uma cidadezinha do interior. Tivemos desde cedo que sair pra tocar, conhecer outros lugares e ralar. Nada veio até nós. Nos fortalecemos na estrada, conhecendo gente nova, aprendendo com as diferenças e pegando as manhas pra não se meter em panelas, futricas e fofocas. As bandas espertas ficam longe desse baixo astral. O importante é saber chegar, pois no final o que sobra são as amizades e experiências vividas. Já fomos até Brasília duas vezes, Goiânia, Luziânia/GO, São Paulo, Rio, Friburgo, Nova Campina São Gonçalo... Shows importantes, pra gente são todos. É claro que tocar com aparelhagem boa, públicos grandes, estrutura, sempre é bom, mas já fizemos shows em locais bem pequenos que ficaram foda. Se tiver um cara interessado, pra gente já ta valendo. Gostamos tanto de tocar que não ficamos muito preocupados com exigências técnicas, já tocamos em trailers de hambúrguer, sorveteria, boate gay, puteiro, festa de 15 anos... Se tiver uma tomada e chamarem, a gente toca. Acho que tudo que fizemos até hoje foi importante. Alguns foram importantes em termos de público, outros em termos de contatos, outros por satisfação pessoal, no fim, até os shows desastrosos são legais pra gente lembrar depois e rir... O show do Ruído Festival em 2004 nem foi um dos melhores shows nossos, mas valeu porque conhecemos muita gente legal e tivemos a grande honra de receber elogios de Tom Capone, um cara que sempre admiramos e que depois deixou que eu fosse até seu estúdio pra conhecer, porra pra mim isso é que é legal. Conhecer gente foda e somar experiências...

8} E a bola que o Detonautas dá para o Verbase? Como surgiu isso? Muita gente do "meio" torce o nariz prá eles né?
A gente já se conhecia muito antes deles ficarem grandes. O Renato e o Fábio produziram nosso primeiro disco, na época em que eles não tinham assinado com a Warner. Sempre rolou uma amizade forte, já passamos muitas dificuldades juntos, já demos força uns pros outros nos momentos mais cascudos e posso dizer isso tranqüilo porque eu sempre fui um cara que estive do lado deles, mesmo quando a galera do underground torcia o nariz, no início, pois não achavam o som dos caras ¿indie¿ o suficiente e não os colocavam pra tocar nas panelas. Sempre respeitei muito o trabalho deles e admiro o profissionalismo e dedicação. E digo mais, a galera do Detonautas entende mais de rock do que muito desses intelectuais enrustidos, metidos a modernos que rodam os "showzinhos" do underground . Os caras são honestos, fizeram um lance bem feito, para um público que valoriza o trabalho e se deram bem. E pode ter certeza de que se não fosse bom não estaria durando tanto tempo. O legal é que eles não se esqueceram dos amigos antigos, mesmo com todo o glamour que os cerca atualmente e sempre tocam com nossas camisetas, dão dicas legais sobre equipamentos, já deixaram a gente abrir shows fantásticos pra eles e inclusive a maior parte do novo disco do Verbase nós gravamos na casa do Fábio. Torço muito por eles e sei que muita coisa boa ainda virá porque vejo o quanto eles levam a parada a sério. Coisa que não vejo na maioria das novas bandas...

9} Planos para 2005:
Terminar o disco novo, lançar, tocar o máximo possível, viajar, viajar, viajar... Também queremos gravar um clipe e fazer uma tour pelo norte/nordeste.

10} Livre para Verba (lisar):
Porãozão! Porra, só temos que agradecer por esse espaço! Sempre fomos fãs do Minimal Devotion e pra gente é uma honra poder mostrar um pouco das nossas idéias aqui. Aproveito pra te parabenizar pela iniciativa do site e dizer que assim como os zines, programas de rádio e selos, você tem um papel fundamental nesse momento mágico e especial que nosso rock está atravessando, com tanta gente produzindo coisas legais e se divertindo com a arte. Agradecemos também a todos que nos apóiam, de todas as formas, usando nossa camisa, indo aos shows, ouvindo o som, pagando um refrigerante, escrevendo no fotolog... Queremos muito tocar e mostrar um pouco da nossa música e das nossas vidas. E um detalhe: Não se prendam às coisas ruins e negativas. Fujam das fofocas e maldades gratuitas. Precisamos de mais tolerância, respeito e humildade. Chega de querer ser vip. Viva o chinelo havaianas, viva a camiseta furada e viva o joelho com suco na praça Tiradentes!!!

*by porão_mauricio.porao@bol.com.br

Postado por Anderson Badaró
10:46 PM

Quinta-feira, Março 17, 2005

Finalmente estamos de volta ao nosso bom e velho blog...
Desculpem pela enorme demora mas os últimos meses foram realmente intensos. É claro que só isso não justifica o intervalo, principalmente num momento em que a banda está em plena atividade com vários shows legais rolando e com tantas pessoas se interessando pelo nosso trabalho.

O problema é que, sem querer me justificar, mas já justificando, muita gente não sabe mas sou eu quem faz todo o planejamento da banda, cuido da agenda, equipamentos, entrevistas, composições, viagens, dinheiro, contatos, gravações, merchandising, internet, ensaios, etc...

Além disso, tenho que dirigir uma pequena TV em Ubá, escrever para alguns jornais da cidade, organizar eventos, receber bandas amigas quando estão na cidade (e olha que são muitas), sem contar que tenho uma namorada que é grande razão da minha vida e a quem devo dedicar todo tempo possível e impossível. E olha que ela me ajuda demais... Um detalhe é que ela mora no Rio de Janeiro e eu tenho que ficar entre Ubá e o Rio direto e levando em conta que a viagem leva em média umas cinco horas, perco um bom tempo com isso.

Bem, mas vamos ao que interessa, pra ficar mais prático, resolvi separar os assuntos por tópicos:
1- Disco novo: Já era pra estar pronto. Estamos na fase de mixagem mas desde o final de dezembro que não fizemos nada. O problema é que o Fábio ficou sem tempo e quando ele estava disponível o Zé Felipe não podia, quando o Zé podia o Fábio não podia. Quando os dois podiam, eu é que não podia. Vamos ver, a qualquer momento a gente acaba...

2- Ruído Festival: Achei muito legal. Como sempre fica uma galera reclamando que tal banda devia participar ou que outra não deveria. Bem, continuo com a opinião de que se você quer um festival do seu jeito, organize um. A galera sempre reclama muito mas age pouco...
Gostei muito do show do Pipodélica, Érica Martins e Eletrola.

3- Rock na Areia: Foi com muita honra que participamos desse festival bacana organizado pelo Fred do Mutreta.

Astral legal, de frente pro mar e muito rock antchigo. Encontramos vários amigos como Ronaldo Lessa (Detonautas), Diego Lage (Stellabella), Francine (Stellabella), Marcelo Cives (Parede Vinil) e a galera do Fã clube do Detonautas que sempre nos dá uma força. O legal foi ter conhecido alguns integrantes do Cactus Cream.

Curto a banda desde o início dos anos noventa e foi muito legal tê-los em nosso show.

4- Espaço Constituição: Tocamos com Stellabella e Polar.

5- Powerpop Festival: Recebemos em Ubá o grupo Eletrola, diretamente do Pará. A galera curtiu muito e também tivemos a presença dos já consagrados Stellabella e dos novatos Insônia Hits. Foi uma confraternização foda.

Com direito a almoço no hotel do Gatinho, caronas intermináveis, muito equipamento transportado pra lá e pra cá, mas no fim o resultado foi muito satisfatório. O público de Ubá realmente é foda e comparece aos eventos. O Stellabella fez o show inteiro com a galera cantando TODAS, isso mesmo, todas as músicas do início ao fim.

6- Niterói: No sábado, dia 12, seguimos para Niterói. A última vez em que havíamos tocado na cidade foi em 1996, no antigo Gato Preto, junto com INPS e Papai Noel Tomou Ácido. Quem se lembra? Na época a gente ainda era Bughouse.

Naquela época já havia sido foda, e dessa vez, não foi diferente. O Convés é um local muito bacana. Quente pra caralho. O som era foda! Só amp bom. Fomos a primeira banda (?)

Pedro de Luna não entendeu porque e mais uma vez perdeu nosso show, assim como André Mansur. Foi uma pena.
O show foi foda! Esquecemos o cansaço e tenho que dizer que foi foda!

O som tava muito bom e ficou rock pra caralho! Curti muito também o show do Abaixo de Zero. Eles têm um lance meio Foo Fighters que fica pra cima ao vivo. E o batera é muito bom. Foi massa dar uma voltinha pela cidade e curtir aquele visual maravilhoso do Museu...

7- Ubarulho: No início do ano recebemos várias bandas no projeto, pois era o último mês de funcionamento do Edição Especial. Passaram pelo palquinho quente: Tchopu (RJ), In-Sane (RJ), Pic-Nic (RJ), Columbia (RJ), Supertrumpho (RJ), Kyf (RJ), Nelson & Os Gonçalves (RJ), Martiataka (JF), além das locais, Noli, Sweet Core, Aneurisma, Raptor, Bonecos de Papel, Insônia Hits, Overdrive e D-Duplo Deck. A galera do Firejack de Curitiba estava de passagem pela cidade e aproveitaram para fazer um som também.
Estamos só na expectativa da reinauguração da casa pra voltar a agitar...

8- Fã-clube: Recebemos com muito orgulho a notícia do surgimento de nosso fã-clube, denominado ¿Doce Ilusão¿. Em breve novidades.

Bem, acho que no momento é só. Vou tentar escrever com mais freqüência, as aventuras continuam. Muitos shows, disco novo, clipe...

Postado por Anderson Badaró
11:10 PM

Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005

Verbase em BH...

Postado por Anderson Badaró
3:55 PM

Segunda-feira, Novembro 29, 2004

Atitude, São Gonçalo, ELAM, Detonautas no Scala e Stellabella no Sintonia.

Nossa última jornada começou na sexta-feira, dia 19 de novembro, quando pela terceira vez nos apresentamos no programa Atitude.com da Rede Brasil/Rio.

É sempre bom poder contar com esse espaço para divulgação, principalmente devido ao tratamento superlegal que recebemos por toda a equipe que produz o programa.

Pela primeira vez, conseguimos chegar realmente cedo ao estúdio e passamos o som com toda a calma necessária. Não sei como ficou em casa, porque não tive como assistir, mas lá na gravação o som estava impecável.

O único problema era o frio que fazia lá dentro. Não era qualquer friozinho, era um frio campeão mesmo!!!

No sábado fomos até São Gonçalo, para tocar com as bandas Noitibó, Deluxe-trio e Self.
Após mais de uma hora esperando o Alex do Noitibó, chegamos ao local. Aliás, esse atraso merece um destaque. Eles marcaram com a gente em frente a Sendas. Nós paramos na frente da Sendas e eles atrás das Sendas...

Ao chegarmos no local do show ficamos felizes ao ver que já tinha um grande número de pessoas na porta. Aproveitamos pra experimentar um X-tudão São Gonçalense e fomos assistir os shows.

O Deluxe até que é legalzinho, mas o Noitibó não deixou pedra sobre pedra, com seu som meio punk, meio experimental, meio original...
Curtimos bastante e sempre é bom destacar a performance de Sidney Santana no baixo, que sempre é um show a parte.

Domingão no ELAM. Não tem como ser melhor. Principalmente tocando somente com amigos mais que especiais. O único problema era que tínhamos que devolver um amplificador de baixo pro China do Stellabella, e o fusca que já é minúsculo por dentro, ficou ainda menor.

O Resquício, banda da supercool DJ Camille mostrou porque começa a se destacar no cenário carioca com um som forte e visceral. Destaque para o vocal, cheio de personalidade.

Em seguida tocamos e foi legal sentir que estávamos em casa. Tocar no ELAM pela segunda vez foi a confirmação de que aquele lugar realmente é mágico!!!

Som bom, público bem disposto, tratamento respeitoso com as bandas, visual incrível...

Era pro Fábio Brasil tocar uma música com a gente, mas ele acabou se atrasando e chegou no final do show. De qualquer forma, nosso produtor e brother compareceu e deu uma força, inclusive, gravando uma entrevista com a gente para o programa Cultura da Ação.

Temos que destacar também a presença das garotas do Fã clube oficial dos Detonautas que compareceram ao evento e cada vez mais nos apóiam, indo a shows, divulgando a banda pela internet e participando de nosso dia-a-dia. Valeu galera, vocês serão sempre bem-vindas!!!

O Stellabella subiu no palco e show dos caras no ELAM é covardia. A cada dia que passa, fica mais evidente o sucesso que aguarda esse trio. Simplesmente músicas perfeitas e uma execução pra lá de inspirada. O público ia ao delírio e pudemos perceber até mesmo gritos histéricos de uma parte da platéia que cantava todas as músicas do começo ao fim.

Não preciso nem dizer o quanto que foi foda tocar três músicas com eles nesse show. Inclusive um cover do Nirvana em que subiu todo mundo no palco pra cantar junto. Realmente histórico!!!

Nos intervalos pudemos conversar com muita gente legal e até mesmo vendemos alguns CDs. O mais bacana é que algumas pessoas insistiam para que assinássemos seus discos...
Nessa hora eu penso assim, puxa vida três jacus do meio do mato, que viajam num fusquinha apertado e quente e essa galera dando essa força. Muito foda!!!

Não tive como assistir ao show dos Rabugentos, mas quando o Sete subiu no palco pudemos ver como o nível das novas bandas está realmente alto. Gláucio Ayala (bateria) e PG (guitarra) tocam também no Engenheiros do Hawai, mas aqui a história é um pouco diferente. Sem se preocupar com bajulações ou frescuras, os caras se juntaram a Greg (guitarra e voz) e Lobo (baixo) para fazerem um rock vigoroso e com grandes hits potenciais.

Mais uma vez fui convidado para subir ao palco, dessa vez, junto com André Pintoboy e China do Stellabella pra cantar Até Quando Esperar da Plebe Rude.
Muita diversão e sensação de alma lavada...

Acabado o show do ELAM, viajamos a noite toda até Ubá, trabalhei o dia todo na TV Folha e quando foi meia noite, peguei o ônibus de volta pro Rio, pois no outro dia cedo tinha que estar na casa do Fábio pra acertar o disco novo.

Na quarta-feira aproveitei o final da sessão e fui de carona com Fábio até o Scala, onde os Detonautas se apresentariam.

Foi bacana estar mais uma vez num backstage da banda, que sempre rola altos papos bacanas e um clima legal, além é claro de um rango campeão, principalmente pra mim que tinha gravado o dia todo e não tive tempo nem de comer, até aquele momento...

Renato Rocha trouxe a encomenda que tanto aguardávamos: Um microfone novo fodão para ser utilizado no Mobília. Decidimos ali que refaríamos todos os vocais, para poder captar um clima mais legal e quente.

O show do Detonautas foi uma pressão ducaralho. No outro dia continuamos a trabalhar no disco, regravei todas as vozes e fomos nesse pique até sexta-feira.

Sábado foi descanso e domingo seria um dia muito especial...

Saber que o Sintonia é um evento bacana, todo mundo sabe. Que o show do Stellabella é um dos melhores que podemos ver, também todo mundo sabe. E que participar do show do Stellabella é sempre maravilhoso...

Imagina então, eu participando do show dos caras no Sintonia, com um público gigante e ajudando a botar a galera pra cima. Uma das melhores experiências que tive até hoje em palcos.

Antes do show, rolou papos bacanas no camarim e foi legal que os seguranças após o show achavam que eu era realmente do Stellabella, até o Lobão veio me falar que a banda era foda e que tínhamos que continuar firmes (?!!) Legal, tirei onda de ser do Stellabella....

O show do Cachorro Grande também foi muito legal. Falei com o Beto sobre o show que havia assistido deles na Nautillus, há tempos e ele até se lembrou que foi a primeira vez que tomou cachaça Chiboquinha. Ele também deu alguns detalhes sobre o disco novo que gravaram em Porto Alegre. Os caras são bons de palco e as músicas do terceiro disco estão massa.

O Sintonia é foda porque a gente revê um montão de amigos lá, tinha uma galera de bandas como Lasciva Lula, O Sete, Pic-Nic, Nelson e os Gonçalves, Jason, Mandril, Kyf, Sequelados, Grand Prix, Ramirez...
Amanhã estaremos de volta ao estúdio para encerrar definitivamente esses vocais. Depois é só mixar beleza e mandar pra galera. Fiquem ligados. Tem muita coisa boa acontecendo.
Acompanhem sempre http://www.fotolog.net/verbase e baixe todas as músicas em http://www.tramavirtual.com.br/verbase

Postado por Anderson Badaró
12:34 PM

Sábado, Novembro 20, 2004

Nova Fribrugo, Chapa passando mal e Rock in Rio Branco

Eu e Fabinho saímos de Ubá por volta das oito horas da manhã. Sabíamos que a jornada seria dura, mas o astral estava legal.
Passamos em Juiz de Fora e (como sempre) o Chapa ainda não tava pronto. Esperamos por volta de uma hora e meia e seguimos rumo ao Rio de Janeiro, onde pegaríamos a Dani e meu equipamento que ainda estava na casa dela devido às últimas gravações na casa do Fábio.

Saímos do Rio por volta de duas da tarde, em direção a Nova Friburgo e o trânsito estava mesmo devagar, a ponte Rio-Niterói lotada, muita gente indo pra região dos lagos e os quatro jacus apertados em um fusca quente... Nesse momento o Chapa começou a reclamar de dores pelo corpo. Como sabemos que o cara é guerreiro, achamos estranho e pensamos até que fosse brincadeira.

Na subida pra Friburgo enfrentamos todas as estações do ano em uma única viagem. Quente demais, de repente era outono, e agora primavera, em Friburgo tava inverno...
O que foi bom é que ao chegar no local do show encontramos uma galera muito receptiva e a casa também era estilosa, estava cheia e o povo queria ouvir rock.

Fizemos nosso set habitual e confesso que fiquei até mesmo surpreso com tamanha receptividade que tivemos, uma vez que a grande maioria das pessoas ali nunca havia ouvido falar em Verbase.

O mais legal dessa história é que tocamos em Friburgo devido a força da Bia que viu a gente tocando no Ruído e disse que nos levaria pra lá. Foi ótimo ver que ela realmente falou sério e que realmente curtiu nosso som a ponto de nos levar para sua cidade.

Foi uma pena não poder ficar para assistir aos shows do Yellowgreen e Ramirez. Tínhamos que estar em Visconde do Rio Branco no outro dia para o Rock in Rio Branco.
Quando pegamos a estrada, no sentido de Além Paraíba o Chapa já estava queimando de febre e começava até a delirar. Ele tocou no sacrifício e nesse momento estava realmente debilitado naquele fusca, tentando encontrar uma posição para voltar. Até que em uma parada, ele disse: ¿péra aí, preciso deitar aqui no chão mesmo, minhas costas estão derretendo...¿ Agora a gente ri, mas na hora foi foda. A viagem custou acabar e a estrada de Além Paraíba até Leopoldina estava com uns buracos tão grandes que começamos a rir, nunca vi uma estrada tão detonada. Se você passa no buraco errado, o carro fica agarrado!!! E o Chapa: ¿aaaaiiiiiii¿

Dormimos um pouco em Ubá e fomos para o Rock in Rio Branco.
Foi legal encontrar com a galera do Stellabella, Martiataka e até mesmo rever vários amigos de Ubá e região que estavam por lá. O clima tava muito bom.

A estrutura do festival era fantástica, houve ampla divulgação em rádios, tvs e jornais. O camarim tinha cerveja, refrigerante e comida a vontade, rolou muito papo legal. A galera do Martiataka me contou vários casos legais da estrada e me disseram como anda a gravação do CD com o Zé Felipe no BPM. Fiquei muito feliz de saber que eles estão satisfeitos, uma vez que fui eu quem indicou o estúdio e o Zé...

Chegamos a tempo de ver os shows do Colírio de Marte e Mary Jane, sendo que esse último conta com o vocal muito bom de David, que chamamos para cantar um som do Ramones com a gente.

Como não poderia deixar de ser, André Pintoboy também nos prestigiou com uma versão insana de Até quando esperar, da Plebe Rude. Mas o mais legal de isso tudo foi ver muita gente com nossa camisa, cantando nossas canções e agitando pra valer com nosso show. Isso não tem como explicar. Simplesmente foda!!!

O Chapa mesmo debilitado tocou de forma insana e acho até que o palco fez bem para seu corpo esquecer a febre e o mal estar...

Já o Fabinho é o tipo de batera que qualquer banda quer ter ao vivo. Você olha pro cara e isso te empolga ainda mais a tocar. É muita disposição e vontade. Conhecendo-o como conheço, sei o quanto o rock´n roll é real em sua vida e isso fica evidente nos shows do Verbase. Um cara inspirado e inspirador, nosso trator!!!

Depois de tocar fomos dar um role, trocar uma idéia com a galera. Fiquei muito emocionado por poder participar do show do Stellabella (meus irmãos e ídolos), vimos ainda os Autoramas detonando e o Martiataka, prejudicados pelo horário tocarem para poucas pessoas aquilo que junto com o Stellabella o melhor show da noite.

De qualquer forma acho que um grande passo já foi dado em nossa região. Valeu Artur e toda a galera da organização, ficamos muito felizes de ter participado dessa festa e torcemos para que continuem firmes, aprendendo com os erros e crescendo sempre!!!

Agora continuamos nossa caminhada, gravando nosso disquinho e tocando por aí. Quando puder, venha nos ver...

Dia 20/11
CPI do Rock
Verbase, Noitibó, Deluxe_Trio e Self
Local: Rua Salvatori, 101, Rocha - São Gonçalo/RJ
Horário: 22:00

Dia 21/11
ELAM Power Rock
Verbase, Stellabella, O Sete, Rabugentos e Resquício
Local: ELAM - Jacarepaguá / RJ
Horário: 17:00

Dia 28/11
Ubarulho
Verbase, Ramirez, Nolli e Overdrive
Local: Edição Especial - Ubá / MG

Dia 12/11
Ubarulho
Verbase, Lasciva Luva, Martiataka e Bonecos de Papel
Local: Edição Especial ¿ Ubá / MG

Postado por Anderson Badaró
5:44 PM